sexta-feira, outubro 21, 2005

Cinco estrelas

Imagine um quarto com TV 29’, aquário de betas, ambiente para recepcionar amigos mais íntimos, alta potência em som, estante de vidro temperado, telefone e DVD... Pois é... Hoje eu dormi na sala... E o pior é q dormi bem! Eu não gosto do meu quarto, meu quarto não gosta de mim, dormi na sala, problema resolvido! Lá está tudo uma bagunça e pra arrumar eu não sei como nem por onde começar! Já disse à minha mãe q tudo q eu precisava era de um pouco de álcool e fósforos, mas ela não pareceu gostar muito dessa idéia...Então, se ele não pode sair, saio eu... Comecei a arrumação hoje, mas não tenho me saído muito bem. Meu sonho era ter um quarto todo arrumadinho, com tudo q eu mais gosto à mostra... Um tapete de pelúcia em forma de coração, um puft azul turquesa, roupas bem dobradas e arrumadas dentro do guarda-roupa, poucos móveis, paredes cor-de-rosa e um perfume suave, sentido por todos q entrassem nele... Pergunto: por que não começar a lutar por um quarto organizado como eu quero? Respondo: como posso pensar em arrumar um quarto se acho ‘organização’ uma perda de tempo? Digo, tenho mais oq fazer do que ficar colocando as coisas no lugar! Ai ai! Só espero conseguir mudar isso e terminar, ou, pelo menos, adiantar bem, aquela arrumação até o fim do ano... Ou tentar convencer minha mãe a usar o álcool... É... é melhor eu tentar arrumar mesmo...

sábado, outubro 08, 2005

Por mim

Estima tem há ver com espera... Auto-estima, o q esperar de si mesmo... Estou em crise. Isso é fato... E o pior de me sentir mal comigo mesma é machucar quem amo... Meu coraçãozinho dói, mas dói por doer. Dói por mim e não por culpa de ninguém... Não é falta de amor senão de amor próprio. O q acontece cmg eu não sei... Pensei ser depressão, mas meu coração ainda ri, com a pessoa certa, no momento certo... Penso agora ser uma crise de baixa auto-estima... Talvez eu não espere muito de mim mesma, mas como explicar isso à quem espera? Ou talvez seja exatamente o contrário? Talvez eu esteja exigindo muito de mim e não esteja dando conta...será isso? Então, nesse caso, eu deveria pegar leve cmg mesma? Ou será q estou fazendo tempestade em copo d’água de novo? ... Peço sinceras desculpas pras pessoas q sei q se preocupam cmg... Sei q tenho dado trabalho ultimamente e, o pior, machucado feio... Não posso prometer melhorar, pq se eu soubesse fazer isso já teria feito, mas prometo querer melhorar, pelo menos...

quarta-feira, outubro 05, 2005

Aquela Que Tem Graça

Era uma vez um punhado de terra...
E era uma vez o vento...
Um dia o vento soprou o punhado de terra, espalhando pelo jardim os grãos que antes formavam um montinho.
As árvores estavam inquietas, as folhas não paravam de dançar, a grama trepidava como podia, mas nada ficava parado naquele jardim. Tudo era verde. Claro, escuro, musgo, militar e todos os outros tons de verde possíveis.
Era tarde e toda aquela agitação previa chuva. E choveu. Primeiro de mansinho... Gota a gota, agraciando as folhas... Depois, forte, como quem esquece a gentileza.
O verde, então, parou de brilhar. E tudo ficou cinza...

Alguns dias se passaram, mas o cinza ainda era evidente.
O punhado de terra, então espalhado, virava-se como podia agüentando as fortes pancadas das gotas da chuva. Mas um dos grãos era diferente. Tratou de abrigar-se entre as folhas da grama e ali ficou. Silencioso. Adormecido.
O jardim se desfazia. As folhas frágeis caíam, a grama já quase desmaiava, mas a chuva não parava. O cinza não parava. A força não parava. E o vento não parava.

Mais um tempo se passou e a chuva, antes brava, parecia lembrar de ter piedade do jardim.
O verde não era mais tão verde, mas tentava não se igualar a terra.
O que antes era inquieto, agora é calmo. Um só som não se escutava. O jardim lamentava em silêncio... Mas não todo o jardim...
O grão diferente estava agitado. Tentava, como que por capricho, acomodar-se na terra úmida...E ali ficou.
O clima estava melancólico, mas embaixo da terra tudo parecia ser alívio e conforto...

Os dias passavam e tudo parecia igual. Menos o grão.
Este dançava...Lentamente embaixo da terra.
Em um momento, não se sabe se por dor ou por prazer, o grão rachou...

A chuva estava suave e o sol brilhava tímido. Um arco-íris surgia no céu e coloria um pouco o jardim ainda bastante castigado.
Pouco se passou até que algo realmente novo acontecesse.
Entre o verde da grama baixa uma nuance se destacava. E já não era mais grão.

Não era verde claro, nem era branco também. O que antes se achava ser terra, agora brotava... Ao som de uma música inaudível e em um tom de verde nunca antes visto.
Assim o jardim se enchia de vida nova, porém frágil.
A pequena plantinha, ainda encurvada, já se mostrava bastante especial. Tinha algo de delicado e puro em toda sua dança, mas ela parecia não perceber isso, preocupando-se apenas em crescer.

O ar voltava a ser fresco e as folhas já balançavam com mais alegria. O clima era ameno e, salvo a copa das árvores mais altas, o jardim estava a meia sombra.
A plantinha, tímida por natureza, crescia despreocupadamente cercada pela gentileza da grama que, apenas ao seu redor, parecia ser mais macia.
Agora, já quase ereta, ela podia olhar ao seu redor e tomada por surpresa, descobriu-se no centro do jardim.
Por vez cinza, o jardim voltava lentamente a brilhar em verde. E agora, mais do que antes, pareciam existir tons infinitos. Do mais escuro ou mais claro. Do quase negro ao quase branco.

Havia algo acontecendo... Era estranho e nada bonito, mas a vida nova mudava e, em poucos dias, cálices de todas as formas e tamanhos cresciam nas extremidades de cada rama.
O ambiente ainda era estonteantemente verde, mas as folhas não imperavam mais. Dia após dia, cada vez mais pesados, os cálices pendiam das ramas, pendurados por uma haste fina, porém bastante resistente. E, assim como os grãos fizeram um dia, os cálices racharam...

Pequenas rachaduras se formavam e entre cada fresta delicadamente separada, surgia uma nova cor...
O ambiente já não era de todo verde, mas começava a ter as mais belas e imagináveis cores... Nas mais belas e imagináveis formas...
A tímida plantinha, porém, continuava com seu cálice fechado... Caprichosa como sempre, se guardava como se soubesse o momento certo de aparecer...

Faz exatamente um mês que aquela sementinha encontrou o chão. E como que por graça resolveu-se assim...
O sol brilhava frio. Ainda era manhã. Ela começou.
Pétala por pétala... Delicada, suave, cuidadosa... Devagar como se sempre seguisse uma música... Era amarela. E cada movimento refletia uma tonalidade diferente...
Assim desabrochava, ao longo de todo o dia, a graciosa flor, no centro do jardim.
Tudo ao redor parecia em suspenso... O vento não ousava soprar, as folhas não ousavam cair e nada foi feito para perturbar aquela dança...
Mas a chuva ousou cair... Primeiro de mansinho... E só de mansinho...
Até ela foi seduzida pela dança daquela que tem graça...
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Parabéns Ka! Toda felicidade do mundo!!

Por nada

Na verdade eu vou escrever pq é a única coisa q me resta a fazer. Esses últimos dias eu tenho chorado muito e me sentido muito mal... Fisicamente e psicologicamente... Tenho sentido dores no peito, umas pontadas estranhas, dores de estomago e uma vontade imensa de chorar e chorar o tempo todo... Hoje foi horrível sair de casa, mas tive q ir pra faculdade e pro ensaio do coral. Fiquei o tempo todo de óculos escuros, eu tava com o rosto muito inchado... Sinto meu corpo sendo puxado pra baixo e não sinto a menor vontade de fazer ou falar nada... Tenho medo q seja depressão. Eu já tive antes, nem sei se fiquei curada disso ou não, tb não sei se isso tem cura... A vontade q dá é me afastar de todo mundo e ficar em paz, em silencio... Até um ‘bom dia’ me irrita e sei q não é tpm...Não dessa vez... Sinto vontade de poder contar com alguém, tipo, pra conversar e tal... Mas não quero tomar o tempo de ninguém... Eu acordo e tanto faz q horas são, eu durmo e mal ligo pro tempo passar, eu engordo e engordo a cada dia... Me sinto jogada aos ratos, todos os dias. No meio do meu próprio caos tão bem elaborado, mas que agora me sufoca... Sinto q estou perdendo tudo e não me sinto disposta a fazer nada a respeito... Sei q tem muita gente q gosta e se preocupa cmg, mas não quero sentir q essas pessoas têm pena de mim... Acho q todo mundo passa por uma ou outra fase como essa... Eu tb devo passar... De novo... Mas eu sinto tanta dor...

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